segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sabor da liberdade

Imagino como deve ser legal morar em um apartamento de frente para a praia do Recreio, Lagoa Rodrigo de Freitas, Ipanema, Ah! Copacabana... A Princesinha do mar... Uma experiência e tanto. Ir ao cinema quando quiser, pelo fato de ser tão perto do apartamento que parece ser a extensão da sua sala, ir ao zoológico e imaginar como é ser um daqueles animais.



Mas mesmo com tudo isso não me vejo passando a infância em um playground sem árvores frutíferas, sem muros para grandes aventuras, sem terra nos pés. Uma infância sem balanço feito na árvore que da a sensação de te balançar até o céu, uma liberdade sem fim. Fazer horta no quintal e ver as sementes virando hortaliças, verduras mesmo que ainda nem saiba distinguir uma da outra, mas é bonito ver a transformação da vida.


Um quintal. Todos na infância deveriam ter um quintal. Colher frutas com a família, brincar de se esconder entre as árvores, sujar as mãos de terra plantando pau Brasil pq descobriu na escola que estão em extinção. Tentar fazer uma casinha do lado de fora como se aquele projeto fosse o mais importante da sua vida, o que na verdade não deixa de ser. Fazer expedição ‘selvagem’ no quintal e descobrir espécies perigosas como um minhocuçu, que parece cobra, mas é uma minhoca enorme que dá um meeeeeeeeedo danado, mas é só uma minhoca grande. Ver micos com filhotes nas costas que dão vontade de pegar, mas como toda expedição selvagem você tem que se prevenir.


Mesmo depois de grande devemos ter um quintal para poder reunir os amigos, pendurar uma rede e paquerar as estrelas ou um de nossos ‘amigos’. Onde possa ser plantado sementes que não podemos pegar com as mãos, mas sementes que cresçam na terra do coração, nas lembranças da infância e no campo na eternidade. Os momentos bons são necessários serem divididos, para que jamais sejam esquecidos.

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